O guitarrista Ross “The Boss” Friedman, figura histórica do heavy metal e do punk rock, conhecido principalmente por seu trabalho como membro fundador do Manowar e do The Dictators, foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ALS), doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores. A informação foi confirmada por meio de um comunicado oficial divulgado por sua equipe, causando forte comoção entre fãs e músicos ao redor do mundo.
Segundo o comunicado, Ross vinha enfrentando há meses sintomas que, inicialmente, pareciam desconexos. Fraqueza nas mãos e nas pernas chegaram a ser atribuídas a pequenos problemas circulatórios, mas, com o avanço do quadro e após uma série de exames mais aprofundados, veio o diagnóstico definitivo de ALS. Mesmo com mudanças na rotina, acompanhamento médico e fisioterapia, a progressão da doença não pôde ser interrompida.
Aos 72 anos, Ross “The Boss” compartilhou uma mensagem sincera e emotiva, afirmando que ainda é difícil compreender totalmente o que o futuro reserva, especialmente por saber que a condição o impede de continuar tocando guitarra, instrumento que definiu sua vida e sua carreira. Ao mesmo tempo, ele destacou a importância do apoio recebido de familiares, amigos e fãs, demonstrando gratidão pelo carinho e respeito construídos ao longo de décadas.
A trajetória de Ross Friedman é fundamental para a história do rock pesado. Nos anos 1970, ele ajudou a moldar o punk rock nova-iorquino como integrante do The Dictators, banda considerada pioneira do movimento nos Estados Unidos. Já no início dos anos 1980, foi peça-chave na criação do som épico e combativo do Manowar, gravando álbuns que se tornaram clássicos absolutos do heavy metal, como Battle Hymns, Into Glory Ride e Hail to England. Seu estilo de guitarra, direto e poderoso, influenciou gerações de músicos e ajudou a definir a identidade do metal tradicional.
Após sua saída do Manowar, Ross seguiu ativo na música, participando de outros projetos, lançando trabalhos solo e mantendo uma relação próxima com o público por meio de turnês e festivais. Sua postura sempre foi a de um músico fiel às raízes do rock, valorizando atitude, autenticidade e paixão acima de tendências passageiras.
A notícia do diagnóstico de ALS provocou uma onda de homenagens e mensagens de apoio vindas de artistas, bandas e fãs de diferentes partes do mundo. Mais do que um guitarrista lendário, Ross “The Boss” é reconhecido como um símbolo de resistência e integridade dentro do rock pesado. Seu legado permanece vivo na música que ajudou a criar e na influência duradoura que exerceu sobre o metal e o punk, gêneros que jamais seriam os mesmos sem sua contribuição.
imagem: site https://blabbermouth.net/












