Em tempos de produções excessivamente polidas e artificiais, o power trio mineiro The 27DEAD’S surge como um lembrete barulhento de que o rock ainda respira — e respira pesado, engasgado com poeira, distorção e realidade. Direto de Minas Gerais, a banda acaba de disponibilizar o EP/álbum Dormant, um manifesto sonoro composto por três faixas que mergulham fundo nas entranhas do Grunge, do Punk e do Rock Alternativo.
“Nada polido. Apenas som.”
Essa é a premissa que guia o grupo formado por Nando O. (guitarra), Murilo D. (baixo e voz) e Tales V. (bateria). Nascida da necessidade visceral de fazer barulho, a banda rejeita rótulos comerciais e fórmulas prontas para entregar uma sonoridade crua e honesta, sustentada por uma cozinha rítmica seca e pesada, enquanto as guitarras conduzem a melodia em meio ao caos.
Em Dormant, o The 27DEAD’S aposta em uma estética sombria e direta, sem filtros desnecessários. As faixas soam como registros quase orgânicos de inquietação, explorando sentimentos de deslocamento, tensão e desgaste emocional — tudo embalado por riffs densos e atmosferas sufocantes.
Sobre “Magdala”
Destaque do trabalho, “Magdala” é uma faixa hipnótica que transita entre o sagrado e o profano. A canção subverte a iconografia religiosa ao transportá-la para um cenário mundano, carregado de angústia existencial e relações tóxicas. O resultado é uma experiência sonora intensa, que provoca mais perguntas do que respostas e reforça o caráter inquieto da banda.
Com Dormant, o The 27DEAD’S não busca agradar — busca impactar. É rock feito com urgência, para quem ainda acredita que distorção, atitude e verdade continuam sendo combustíveis essenciais do gênero.












